Querida amiga,

Ontem sonhei com você. Que morava numa casa ainda maior, com enormes janelas de vidro e vigas de madeira em frente ao mar. A vista era linda e o acesso difícil, tive de caminhar pela encosta, até alcançar onde você morava. Não havia quase vizinhos, era ‘meio do mato’, o que nem combina muito contigo. Eu sei que era domingo porque esta era a minha segunda visita do dia, antes, havia passado em casa de minha avó – ainda viva, neste sonho. Eu levava uma sombrinha de papel e haste de bambu, como as japonesas. Você me recebia com chazinho e sentávamos no sofá para falar da vida. Não lembro sobre o que conversávamos, mas ambas pareciam contentes. Guardei apenas sua última frase, quando nos despedimos: “Você só precisa disso para ser feliz, fazer visitas aos domingos”. Eu concordei e saí, com os olhos feitos em lágrimas. Freud, please.

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6 Comentários

  1. é assustador perceber que precisamos de menos do que imaginamos para ser feliz. para mim, pelo menos, é.

  2. é verdade, Carmen. Foi bem essa a sensação. abraço!

  3. ai agora quem está com lágrimas sou eu.
    O sonho é lindo, e o meu sonho era a casa perto do mar- Gustavo até disse: vá morar perto do mar, então.
    Mas aqui ou é mto longe ou caro demais, não é? sobrou perto do mato com pôr-do-sol de brinde.
    Para Freud todos os personagens do sonho tem a ver conosco, nós o criamos. Vc coloca a avó e a amiga no mesmo barco- legal. E vc está misturada às duas- caminha em direção à amiga depois de ter estado com a avó. O caminho é ingreme, a vida é assim, não é?
    Bonito sonho.
    Para interpretar é preciso VOCê fazer associações de idéias. Não existem fórmulas prontas, o que virá é do inconsciente e vai te ajudar a desatar nós.
    Querida, um abraço e a oferta de um cházinho inglês num final de dia- pode ser no domingo?

  4. Que coisa mais linda!

  5. Adorei suas associações,L.Eu fiz milhões, aqui. Pensei que era a minha necessidade de proteção, de segurança. A sombrinha de papel não adiantava muito em meio a mata. E eu me dirigia ao encontro de pessoas que não iriam me magoar. Beijos, e olha que apareço para o chá!

    Renatinha, bom te ver nessa tarde de sábado, passando aqui. Beijos!

  6. Sensibilidade e ternura. Luxo puro!

    Eu sou péssimo pra fazer interpretações dessas coisas. Se fosse pra interpretar macumba, era comigo mesmo! Essa semana até jogaram uma lá na frente do trabalho!
    Se eu descobrir quem foi, costuro o nome na boca do sapo!


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